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RD Congo migra para Bélgica em lugar de Kinshasa após exigência dos EUA para evitar a proibição de 21 dias

A República Democrática do Congo (RD Congo) alterou seu planejamento para a Copa do Mundo de 2026 devido ao surto de Ebola no país. A Federação Congolesa de Futebol anunciou que cancelou a etapa de preparação que seria realizada em Kinshasa e, em vez disso, a equipe fará toda a preparação na Bélgica. A mudança foi necessária após o governo dos Estados Unidos exigir que viajantes vindos da RD Congo permanecessem fora do país por um período mínimo de 21 dias devido ao avanço da doença.

A RD Congo estava programada para disputar a Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México, entre os dias 11 de junho e 19 de julho. A seleção africana, que se classificou para o torneio pela primeira vez desde 1974, terá Houston como base durante a competição e integra o Grupo K ao lado de Portugal, Colômbia e Uzbequistão. A federação congolesa informou que uma reunião virtual com representantes da FIFA foi realizada para alinhar protocolos sanitários e garantir a participação da seleção no Mundial. Além disso, a federação destacou que todos os jogadores convocados atuam em clubes europeus, o que minimiza as preocupações relacionadas a possíveis contaminações no elenco.

O surto de Ebola também afetou os torcedores congoleses que pretendem acompanhar a equipe durante a Copa do Mundo. Parte dos fãs que compraram ingressos enfrenta dificuldades para conseguir visto devido às restrições impostas pelas autoridades norte-americanas. A FIFA se comprometeu a avaliar possíveis formas de reembolso para os torcedores afetados. A RD Congo está enfrentando um cenário sanitário delicado, e a federação está trabalhando para garantir a segurança de todos os envolvidos.

A medida preventiva adotada pela RD Congo visa evitar qualquer risco de contágio e garantir a segurança de todos os envolvidos. A equipe fará sua preparação na Bélgica, longe da área afetada pelo surto de Ebola, e seguirá para os Estados Unidos para disputar a Copa do Mundo. A situação continua a ser monitorada, e as autoridades congolesas e internacionais estão trabalhando juntas para controlar o surto e garantir a segurança de todos.

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